Porque arrojam os animais marinhos?

A instituição que deve responder a um arrojamento de um animal marinho é determinada pela localização, tipo de animal marinho e por quem está qualificado para responder às necessidades do animal. Atualmente existem dois centros de recuperação de fauna selvagem dedicados a mamíferos e tartarugas marinhas em Portugal. As aves marinhas normalmente são recebidas por centros de recuperação de fauna selvagem generalista que se encontram próximo da costa portuguesa. O CRAM-Q responde a arrojamentos de aves, tartarugas e mamíferos marinhos.

Os animais marinhos arrojam por várias razões. Os arrojamentos podem ser de pequena escala, envolvendo apenas um animal, ou arrojamentos em massa envolvendo vários animais.

Alguns arrojamentos têm causas antropogénicas, tais como captura acidental em artes de pesca, emaranhamento em redes fantasma, ingestão de lixos, colisão com embarcações ou petroleamento. Outros podem arrojar devido a ferimentos causados por tubarões ou outros predadores naturais. Muitos animais arrojam devido a doenças, incluindo doenças virais ou bacterianas. Por vezes, também ocorrem arrojamentos devido a intoxicação devido a toxinas no ambiente, quer sejam naturais ou induzidas pelo ser humano. Os animais jovens que possam ter sido prematuramente separados das suas mães ou ainda inexperientes arrojam porque não tiveram sucesso em encontrar alimento. Eventos oceanográficos provocam alterações na distribuição e abundância de presas e, por isso, contribuem para a emaciação e consequente arrojamento do animal.

As causas de arrojamento de animais marinhos são variadas. Como sentinelas do ambiente marinho, os animais marinhos tais como aves, tartarugas e mamíferos são uma fonte importante de informação para avaliar o estado de saúde dos nossos oceanos.

Os arrojamentos de animais marinhos trazem-nos essa informação!