Focas

Em Portugal Continental não existem focas. No entanto, nos meses de dezembro e janeiro é normal arrojarem focas juvenis na costa ibérica. Tratam-se de animais com poucos meses e inexperientes que, após se tornarem independentes da sua mãe, são trazidos por correntes desde o norte da Europa.

Normalmente chegam desnutridas e com alguns problemas de saúde. O seu resgate e ingresso num Centro de recuperação é crucial para que ganhe peso e seja devolvida à natureza junto das colónias de origem (o norte da Europa).

 NÃO MEXAS!

A manipulação deve ser realizada por pessoas experientes para não magoar a foca nem ser magoado.

No entanto, se for necessário mexer, para evitar que quer o animal se magoe ou te magoes tu, lembra-te que se trata de um animal selvagem e a presença de ruído e pessoas muito próximas pode torná-los agressivos. As focas têm uma flora microbiana muito ativa na boca e caso as pessoas sejam mordidas podem desenvolver infecções muito graves. Podem também transmitir doenças aos humanos (zoonoses). A equipa de resgate pode fornecer-te informações detalhadas do que fazer.

NÃO DEVOLVAS OU AFUGENTES A FOCA PARA A ÁGUA!

As focas não são nativas de Portugal Continental e a maioria dos arrojamentos são de animais juvenis trazidos por correntes desde o norte da Europa. Quase sempre estão desnutridos e com indícios de doença. Se ainda tiverem alguma força, o mais provável é que caso se assustem voltem para o mar, adiando ou impossibilitando o seu resgate.

OBSERVA E DESCREVE!

Verifica as características físicas do animal tal como o tamanho (o mais preciso possível), a forma da cabeça e coloração.

Esta informação irá ajudar a equipa de resgate identificar a espécie e optimizar os meios necessários para o seu resgate.

IDENTIFICA PROBLEMAS!

ESTADO GERAL DO ANIMAL – tenta perceber o estado do animal; se está magro ou com boa condição física.

FERIDAS VISÍVEIS – descreve os ferimentos visíveis, fraturas, etc.;

 

INTERVENÇÕES FEITAS – tenta perceber se alguém já fez alguma manipulação ao animal. Se sim, tenta identificar o que foi feito (manipulação, administração de medicações, etc.).

LOCALIZA!

Descreve o local exato do arrojamento e toma nota das direções para o local, de modo a que a equipa saiba onde se deslocar.

CONTACTA!

Contacta as autoridades competentes ou o Centro de recuperação de animais selvagens mais próximo. Fornece todas as informações recolhidas.

A equipa de resgate poderá indicar-te alguns procedimentos que poderás realizar enquanto não chegam ao local.

O QUE PODES FAZER ENQUANTO A EQUIPA DE RESGATE NÃO CHEGA!

Manter silêncio e pessoas e cães afastados!

Por estar fora do seu meio natural, o animal vai estar bastante stressado e fazer barulho ou tocar-lhe pode piorar a situação ou mesmo provocar-lhe morte. Também pode afugentá-lo tornando o seu resgate impossível.

O QUE NUNCA DEVES FAZER!

Não puxar ou arrastar a foca – a foca vai estar bastante assustada e poderá morder.

Não afugentar a foca – Afugentá-la para o mar apenas adia um novo arrojamento ou pode mesmo provocar a morte do animal pois ele pode não ter forças para subir à superfície para respirar.

Não mexer na foca  – Por estar fora do seu meio natural, o animal vai estar bastante stressado e, tocar-lhe ou fazer barulho pode piorar a situação. Deve-se manter um ambiente calmo e esperar que chegue a equipa de resgate.

Não atuar sem falar com a equipa de resgate – Se não sabes o que vais fazer, o melhor é não fazer nada. A equipa de resgate pode dar-te orientações sobre o que fazer perante a situação de arrojamento.