Os Cetáceos

Das cerca de 90 espécies de cetáceos conhecidas a nível mundial, 25 foram já identificadas em Portugal Continental, incluindo 18 que pertencem à sub-ordem dos odontocetes (cetáceos com dentes) e 7 à sub-ordem dos misticetes (cetáceos com barbas). Algumas das espécies de cetáceos que ocorrem nas águas portuguesas, tais como a baleia-anã, o golfinho-comum, o golfinho-riscado, o roaz, o bôto e o grampo, são consideradas residentes. No entanto, para a maioria das espécies o seu padrão de ocorrência é desconhecido ou classificado como ocasional ou raro.

A evolução registada nos cetáceos concedeu-lhes uma elevada especialização que lhes permite passar todo o seu ciclo de vida no ambiente aquático. Este grupo teve que responder às necessidades de natação, mergulho, comunicação e procura de alimento num meio totalmente distinto do dos seus ancestrais terrestres.

Os seus corpos tornaram-se alongados e fusiformes permitindo um maior hidrodinamismo. Os membros anteriores tornaram-se achatados adquirindo a forma de barbatanas para serem usadas como estabilizadores e leme, e os membros posteriores desapareceram. Desenvolveram uma barbatana caudal sem suporte ósseo e uma poderosa musculatura associada que lhes permite impulsionar o corpo para a frente e adquirir velocidades consideráveis. A presença de pelos no corpo, caraterística distintiva dos mamíferos, ocorre ainda sob a forma de alguns pelos vestigiais localizados na maxila superior e cabeça de alguns cetáceos, mas apenas na fase embrionária.

No meio aquático, a perda de calor é cerca de 25 vezes superior à do ar, pelo que os cetáceos, sendo animais homeotérmicos (mantêm a temperatura interna do corpo constante), tiveram que desenvolver mecanismos para se adaptarem a este ambiente adverso. Deste modo, desenvolveram uma espessa camada de gordura para isolamento térmico, que funciona também para armazenamento de energia e proporciona maior capacidade de flutuação. Além disso, as trocas de calor são reguladas através de um mecanismo de contracorrente que depende de um sistema complexo de vasos sanguíneos, bastante desenvolvido nas barbatanas, que funcionam como janelas térmicas. As zonas denominadas por janelas térmicas são áreas periféricas que permitem a transferência do calor em excesso durante períodos de elevada atividade.

Os cetáceos não bebem água do mar e retiram toda a água que necessitam do alimento. Para responder a um ambiente salgado, desenvolveram rins lobulados altamente eficientes.

Os cetáceos odontocetes desenvolveram também um especializado sistema de eco-localização que permite a navegação e a detecção de presas. Este sistema funciona como um radar: o som, em forma de cliques, é produzido nos sacos aéreos e orientados e emitidos pelo melão (estrutura de gordura especializada existente na fronte). Quando o som atinge um objecto (ou presa) é reflectido sob a forma de eco e recebido através de gordura especializada localizada nas maxilas. Este eco é processado pelo cérebro criando uma imagem do objecto.

Comportamento

Os cetáceos possuem um desenvolvimento cognitivo extremamente complexo, apresentando um elevado grau de socialização. O tacto e a expressão corporal são muito importantes, bem como a capacidade de imitação que demonstram, sendo a base da aprendizagem de comportamentos nos animais juvenis. Os cetáceos têm também um repertório acústico específico para cada espécie e mesmo para cada população, sendo possível reconhecer vários “idiomas”. Apresentam igualmente um trabalho cooperativo na procura e captura de alimento.

Golfinho-comum

Nome Científico: Delphinus delphis

Descrição: são animais esguios com bico proeminente. Possuem cerca de 40-50 dentes cónicos de 2,5 mm de diâmetro (como a ponta de um lápis) por hemi-maxila. Os indivíduos desta espécie apresentam uma coloração negra no dorso formando uma zona triangular invertida ao nível da barbatana dorsal. Nos flancos apresentam uma mancha amarela ou castanho-claro até metade do corpo que passa a cinza na parte posterior. O ventre tem coloração branca.

Quando adultos, os machos são ligeiramente maiores do que as fêmeas podendo medir até 2,3 m de comprimento e pesar mais de 100 kg. A barbatana dorsal é alta e falciforme.

Biologia: o golfinho-comum alimenta-se de peixes pequenos que se agregam em cardumes consumindo igualmente várias espécies de cefalópodes. Na costa portuguesa, a presa preferencial é a sardinha. Faz mergulhos de curta duração e pode atingir os 70 m de profundidade. A gestação dura cerca de 10 meses e a cria nasce com cerca de 90 cm. A amamentação dura cerca de 4 meses. É uma espécie bastante gregária sendo possível encontrar grupos de várias centenas de indivíduos. Os grupos são constituídos por animais de diferentes idades, embora possa existir alguma segregação sexual. Estima-se que possam viver até aos 25-30 anos.

Distribuição: é a espécie de cetáceo mais abundante na costa portuguesa. Encontra-se distribuída de norte a sul, sendo frequente tanto próximo da costa como em zonas mais oceânicas. Esta espécie integra a grande maioria dos arrojamentos detectados na costa portuguesa.

Golfinho-riscado

Nome Científico: Stenella coeruleoalba

Descrição: são animais esguios e com bico proeminente. Possuem cerca de 40-50 dentes cónicos de 2,5 mm de diâmetro (como a ponta de um lápis) por hemi-maxila. Apresentam uma coloração escura no dorso e bastante clara no ventre que pode variar desde branco a rosa claro. Apresenta uma risca escura que vai desde o olho até à região anal e outra mais pequena que vai desde o olho até à barbatana peitoral. A área por cima destas riscas apresenta-se como uma pincelada de um cinzento claro (quase branco) que se estende do bico até à barbatana dorsal. Os adultos medem cerca de 2,5 m e podem pesar até 150 kg, sendo os machos ligeiramente maiores que as fêmeas. A barbatana dorsal é alta e falciforme.

Biologia: alimentam-se de cefalópodes e peixes e quando estão à procura de alimento podem mergulhar a profundidades que vão de 200 a 700 m.

A gestação é de 12 meses, a cria nasce com cerca de 90 cm e é amamentada quase até aos 12 meses de idade. Estima-se que a maturidade sexual seja atingida entre os 7-15 anos nos machos e 5-13 anos nas fêmeas. Podem viver até cerca de 30 anos.

Distribuição: com uma distribuição em mares quentes e temperados é uma espécie cosmopolita de hábitos oceânicos, com preferência por zonas de elevada profundidade. Em Portugal, distribui-se na proximidade do talude da plataforma continental ou em zonas próximas dos 1000 m de profundidade. Ocorrem arrojamentos desta espécie em toda a costa portuguesa.

Roaz

Nome Científico: Tursiops truncatus

Descrição: animal de corpo robusto podendo atingir os 3,8 m de comprimento. Os dentes (entre 20 a 25 dentes por hemi-maxila) são cónicos e pontiagudos com 7,5 mm de diâmetro. Apresenta uma coloração predominantemente cinzenta. Apesar do dorso ser ligeiramente mais escuro não é visível uma delimitação de cor evidente em nenhuma zona: o cinzento mais escuro estende-se desde o bico até à ponta posterior da barbatana dorsal, sendo cada vez mais claro desde os flancos até à zona ventral. Apresenta uma barbatana dorsal alta e falciforme. São conhecidas duas variantes morfológicas associadas a habitats distintos: os roazes oceânicos são animais maiores, com uma coloração mais escura e com barbatanas peitorais mais pequenas, e os roazes costeiros são animais de menores dimensões.

Biologia: alimentam-se de peixes e cefalópodes que podem capturar a mais de 100 m de profundidade. A maturidade sexual varia com o sexo, sendo atingida entre os 8 a 14 anos nos machos e entre os 5 a 12 anos nas fêmeas. O período de gestação dura cerca de 1 ano e a cria nasce com cerca de 100 cm. A amamentação dura entre 12 a 20 meses, fazendo com que o ciclo reprodutor possa durar entre 2 a 3 anos. A longevidade estimada é de 30 a 40 anos.

Distribuição: está presente em todas as águas quentes e temperadas dos oceanos, ocupando diversos tipos de habitats, tanto costeiros como oceânicos. Em Portugal, existe uma população residente no estuário do Sado. São frequentes na zona das Berlengas e canhão da Nazaré e estão distribuídos um pouco por toda a costa portuguesa.

No CRAM-Q, até à data, não deram entrada no CRAM-Q roazes para reabilitação. No entanto, a equipa do CRAM-Q esteve envolvida em 5 situações (3 animais em 2004, 1 animal em 2005 e 1 animal em 2008) de roazes que arrojaram vivos. Infelizmente todos estes animais acabaram por não resistir ao arrojamento.

Baleia-piloto

Nome Científico: Globicephala melas

Descrição: apresenta uma cabeça proeminente e bulbosa com um bico muito curto, quase imperceptível e os dentes (cerca de 8 a 12 dentes por hemi-maxila) têm 14 mm de diâmetro. Apresenta uma coloração cinza-escura, quase negra, com uma zona ligeiramente mais clara atrás da barbatana dorsal. Na região ventral apresenta uma marca acinzentada em forma de âncora que se estende da garganta até à zona genital. A barbatana dorsal tem uma base larga e inclinada para trás. As barbatanas peitorais são muito compridas, estreitas e pontiagudas. Apresenta dimorfismo sexual em relação ao tamanho corporal e à forma da barbatana dorsal: os machos podem atingir os 6 m de comprimento enquanto as fêmeas atingem apenas 5 m sendo a forma da barbatana dorsal mais côncava nos machos e mais triangular nas fêmeas.

Biologia: alimentam-se preferencialmente de cefalópodes, especialmente lulas, embora também comam espécies gregárias de peixe quando disponíveis. Apesar de os grupos mais frequentes serem constituídos por cerca de 10 a 20 animais, apresentam um comportamento gregário, sendo possível encontrar grupos constituídos por centenas de indivíduos. Podem ser observados em associação com outras espécies de cetáceos, como o roaz ou grandes baleias. A maturidade sexual é atingida aos 13 anos nos machos e aos 8 anos nas fêmeas. No Atlântico norte, a época de reprodução ocorre entre abril e setembro e a gestação dura 15 meses. As crias nascem com cerca de 1,5-2 m, 70-80 kg de peso e são amamentadas durante 23 a 27 meses. A longevidade é estimada em 25 anos.

Distribuição: amplamente distribuída nas águas subpolares e temperadas do Atlântico norte e hemisfério sul. É uma espécie predominantemente oceânica, ainda que possa aproximar-se de zonas costeiras, principalmente devido ao movimento de presas. Em Portugal desconhece-se se a espécie é residente ou visitante, embora seja vista com mais frequência na zona norte de Portugal na margem da plataforma continental.

No CRAM-Q: O CRAM-Q já prestou socorro a 2 arrojamentos vivos de crias desta espécie. Aliás, o primeiro cetáceo recuperado com sucesso foi um animal desta espécie – o Nazaré – que se tornou o símbolo do nosso Centro. No outro caso de arrojamento vivo de baleia-piloto, o animal foi detetado a nadar com dificuldades e, no instante em que chegou a equipa de resgate, a cria arrojou e morreu de seguida.

Grampo

Nome Científico: Grampus griseus

Descrição: mede entre 3 e 4 metros e pode pesar mais de 400 kg de peso. Tem um corpo robusto e uma cabeça proeminente e bulbosa com um bico muito curto, quase impercetível. A fronte não é muito pronunciada e apresenta uma depressão na parte central. Apresenta apenas 3 a 7 dentes, unicamente nas hemi-maxilas inferiores, com 10 mm de diâmetro. Tem uma barbatana dorsal alta e peitorais longas e pontiagudas. Apresenta uma coloração cinzenta com mancha branca no ventre e os animais mais velhos apresentam várias cicatrizes que lhes conferem um aspecto riscado e quase totalmente branco. Os juvenis nascem com uma coloração cinzenta e com a cabeça cor de canela, passando posteriormente por uma fase escura, durante a qual adquirem um tom quase negro.

Biologia: alimentam-se quase exclusivamente de cefalópodes. Os machos atingem a maturidade sexual aos 12 anos e as fêmeas aos 6 anos. A gestação dura 16 meses e a cria, que nasce com cerca de 120 a 150 cm de comprimento, é amamentada durante cerca de 20 meses. São animais gregários vivendo em grupos com cerca de 12 animais. A longevidade é estimada em cerca de 25 anos.

Distribuição: o grampo tem uma vasta área de distribuição, estando presente nas águas quentes e temperadas de todos os oceanos. Habitam águas profundas e zonas de talude da plataforma continental, preferencialmente entre os 400 e 1000 metros de profundidade. Em Portugal a espécie ocorre ao longo de toda a plataforma continental, podendo ser avistada em zonas de menor profundidade e mais perto da costa onde a plataforma é mais estreita.

No CRAM-Q: Em 2007 deu entrada nas instalações do CRAM-Q um juvenil desta espécie. Apesar dos nossos esforços, acabou por morrer ao fim de 10 dias em reabilitação

Bôto

Nome Científico: Phocoena phocoena

Descrição: tem um corpo pequeno mas robusto. Geralmente, no norte da Europa os adultos não excedem 1,5 m e 70kg sendo as fêmeas maiores que os machos. Na Península Ibérica são registados animais de maiores dimensões podendo exceder os 2 m de comprimento e os 80 kg de peso. Os dentes (22 a 27 dentes por hemi-maxila) têm a forma de pá com cerca de 5 mm de diâmetro. A coloração do bôto pode ser variável mas normalmente é cinzento escuro no dorso, clareando até à zona ventral que é branca. Em alguns animais podem notar-se linhas escuras entre a boca e as barbatanas peitorais. Apresenta um focinho curto sem bico perceptível. Tem as barbatanas escuras sendo a barbatana dorsal pequena e nitidamente triangular.

Biologia: são normalmente animais solitários podendo por vezes ser observados em grupos pequenos de 2 a 5 indivíduos. Os grupos mais frequentes são compostos pela progenitora e a cria. Têm um comportamento considerado tímido e afastam-se das embarcações. Alimentam-se de espécies demersais e betónicas, mas também de espécies de peixe pelágicas que formam cardumes. A maturidade sexual ocorre aos 3-4 anos de idade e a gestação é de 10-11 meses. As fêmeas permanecem com as crias durante 8 a 12 meses e podem procriar anualmente, pelo que algumas fêmeas engravidam enquanto ainda amamentam as crias do ano anterior.

Distribuição: habitam as águas subpolares e temperadas de todo o hemisfério norte. É uma espécie costeira observada em zonas de profundidade inferior a 200 m, estuários e baías. Em Portugal, distribui-se ao longo de toda a costa embora seja mais frequente na zona norte, entre o Porto e a Nazaré e na zona da Arrábida e Costa da Galé em zonas bastante próximas da costa. Uma terceira zona de maior ocorrência é a região algarvia entre Sagres e Albufeira.

No CRAM-Q: Até à data existem 7 casos de arrojamentos vivos de bôtos registados. Destes, 2 (um par mãe e cria) sofreram uma captura acidental em Xávega tendo sido reflutuados nesse dia.

Baleia-anã

Nome Científico: Balaenoptera acutorostrata

Descrição: tem um corpo alongado e cabeça pontiaguda onde se observa uma crista rostral desde o espiráculo até à boca. Apresenta uma coloração cinzento-escura na zona dorsal e branca na zona ventral e parte dos flancos. As barbatanas peitorais apresentam uma mancha branca característica. Possui 50 a 70 pregas na zona ventral e cerca de 300 barbas brancas ou amareladas. Os adultos atingem cerca de 10 metros de comprimento. Têm uma barbatana dorsal alta, pontiaguda e curva localizada a cerca de dois terços do comprimento total. O sopro é baixo e quase impercetível. Quando emerge é possível observar o espiráculo e a barbatana dorsal ao mesmo tempo.

Biologia: são normalmente animais solitários embora se observem grupos de 2 a 3 animais. No entanto, durante a migração podem observar-se grupos maiores, podendo associar-se a outras espécies de cetáceos, tais como roazes ou baleias-corcundas. São animais curiosos podendo aproximar-se de embarcações. Alimentam-se de várias espécies de peixe que formam cardumes e também de pequenos crustáceos. Durante a alimentação estão frequentemente associados a aves marinhas. Atingem a maturidade sexual entre os 7 e 8 anos e o período de gestação dura cerca de 10 meses. As crias nascem com cerca de 3 m e 300 kg e são amamentadas durante 4 a 6 meses.

Distribuição: amplamente distribuída em ambos os hemisférios, desde as regiões polares às regiões subtropicais. Acredita-se que existam três populações isoladas a nível mundial: a do Pacífico, a do Atlântico norte e a do Hemisfério sul. Esta espécie ocorre numa grande diversidade de habitats, desde zonas costeiras a zonas oceânicas. Podem encontrar-se na zona da plataforma continental em profundidades inferiores a 200 m. Em Portugal, a baleia-anã é vista regularmente ao longo de todo o ano.

Baleia-comum

Nome Científico: Balaenoptera physalus

Descrição: as fêmeas medem cerca de 19 m e os machos 20 m, podendo atingir máximos de 23 m e pesar 70 toneladas. Apresentam uma coloração cinzenta escura no dorso e branca no ventre. É característica a sua assimetria de coloração na cabeça, onde o maxilar inferior esquerdo é negro e o direito é branco. A barbatana dorsal, posicionada no terço posterior do corpo, é falciforme e curvada para trás. A cabeça é achatada e representa cerca de 1/5 do comprimento total. Possui uma crista que vai desde a ponta da cabeça até aos orifícios respiratórios. Apresenta cerca de 70 a 100 pregas ventrais e 350 a 400 barbas que também apresentam assimetria de coloração, tal como as mandíbulas (negras do lado esquerdo e brancas no lado direito).

Biologia: alimentam-se de pequenos crustáceos (krill) ou peixe. Atingem a maturidade sexual entre os 4 a 8 anos de idade com um comprimento médio de 18 m nos machos e 19 m nas fêmeas. O período de gestação dura entre 11 a 12 meses, nascendo as crias com cerca de 6 m e 3,5 toneladas. Estima-se que possam viver até aos 50 anos.

Distribuição: é uma espécie oceânica, amplamente distribuída em todos os oceanos. Ao longo das costas europeias, parte da sua população efetua migrações ao longo da plataforma continental em direção ao Norte na Primavera, e para Sul no Outono. Estas migrações são efetuadas entre zonas de grande produtividade, em latitudes altas, e zonas de águas mais quentes em latitudes baixas, onde ocorre a maior parte dos nascimentos. Alguns indivíduos efetuam migrações de menor amplitude e outros são, muito provavelmente, residentes, ocorrendo durante todo o ano a Oeste da Península Ibérica.

No CRAM-Q: O CRAM-Q esteve envolvido no resgate de um arrojamento vivo de uma Baleia-comum.